Aeroporto Internacional de Salvador Bahia Brasil

Aeroporto Internacional de Salvador Bahia - Brasil

       

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O verdadeiro Aeroporto de Salvador, foi construído em 1925, pelo engenheiro francês Paul Vachet por solicitação da "Compangnie Generale d'Enterprise Aeronautique Latecoére", que explorava a linha Tolouse (França ) Buenos Aires (Argentina); tratava-se de uma pequena pista de pouso alternativa, gramada, onde segundo há registros, pousavam normalmente Antone de Saint-Exupery e outros pilotos famosos do primeiro quartel do século.

Entretanto, a história atual começou em 1932, quando os estadunidenses construíram um hidroporto na Enseada dos Tainheiros, na Ribeira; essas instalações funcionaram até 1943, quando foram transferidos para o Sítio atual, antigo distrito de Santo Amaro do Ipitanga.

Efetivamente, ao iniciarem serviço ativo as linhas de correrio aéreo, pela "Companhia Aeropostal Brasileira", foi lá em Santo Amaro do Ipitanga que ressurgiu o primeiro campo de pouso, dotado de uma pista (05/23) com cerca de 400,00 x 70,00m, pavimentada em cimento, e o primeiro hangar, galpões para guarda de material de rampa.

Essa pista é visível, funcionando hoje como pátio de autoridades e um dos hangares abriga hoje o SECINC (Serviço de Combate a Incêndios) da Base Aérea de Salvador.

Como até 1941 o Brasil era país neutro no conflito da Segunda Guerra Mundial e os aliados precisavam de base terrestres que pudessem permitir o translado aeronáutico de transatlântico, foi posto em execução o programa denominado ADP (Airport Development Program), cujo maior objetivo era a construção de tais instalações ao longo do litoral brasileiro, sendo uma delas a de Santo Amaro do Ipitanga.

Construíram-se duas pistas de pouso em concreto asfáltico, as RW 10/28 e 16/34 (hoje 17/35), ambas com 1.524,00 x 45,00m, suas respectivas pistas de taxi, o Terminal de Passageiros, novo pátio com pontos ("pits") de abastecimento, usina geradora de energia elétrica, rádio farol (NDB) e demais elementos de infra-estrutura.

Após a Segunda Guerra Mundial, todas as instalações e benfeitorias foram repassadas ao Brasil, tendo como administrador o recém-criado Ministério da Aeronáutica, que continuou se valendo dos serviços da PANAIR, principalmente no que dizia respeito ao controle de trafego aéreo e as comunicações; aos poucos o Ministério da Aeronáutica assumiria a operação da aviação civil e o reaparelhamento do sistema aeroportuário nacional.

Em 1947, os terminais aeroportuários começam a receber características especificas para a movimentação de passageiros e carga, cujo crescimento já se fazia sentir.

O aeródromo de Santo Amaro do Ipitanga foi um deles; mais pelo esforço dos representantes da Bahia na Câmara Federal que conseguiram alocar recursos para Salvador, do que uma decisão de planejamento, era incluído no programa do Ministério em 30 de maio de 1949.

Em 20 de dezembro de 1955, a Lei Federal nº 2.689, mudou o nome do Aeroporto Santo Amaro do Ipitanga para Aeroporto Dois de Julho. O Aeroporto de Salvador ganhou esse nome numa homenagem à independência da província da Bahia e consolidação da independência do Brasil. Sua operação como aeroporto civil deu-se logo após a II Guerra Mundial, já que, a exemplo dos outros aeroportos situados na região costeira do território nacional, o aeroporto até aquele momento, atendia basicamente ao tráfego militar.

Daquela data até o início da década de 1960 poucas foram as modificações feitas ou acréscimos agregados à área do terminal, com execução do reforço do pátio de aeronaves, da construção, em concreto de cimento portland das cabeceiras da pista 10/28 e a incorporação da "Torre" ao terminal de Passageiros (1961).

No ano 1964 fez-se o primeiro reforço a ampliação da pista 10/28, de 1.500m para 2.430m.

Em 1972 a mesma pista 10/28 foi ampliada para 3007m, e se fez o reforço da pista 16/34 com superposto flexível .

Daí até a metade da década de setenta, aquela pista recebeu equipamentos de auxílio como ILS (Instrumento Landing System), Localizador, e outros que paralelamente à modernização da área de movimento do terminal de Passageiros, até 1973 foi administrado pelo DAC (Departamento de aviação Civil, hoje Diretoria) para INFRAERO (Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária) foi ampliado para 8.700m2, passando, na mesma época a Categoria Internacional.

Hoje privilegiado por uma bela paisagem natural, o Aeroporto Internacional de Salvador, está situado numa área de mais de 6 milhões de metros quadrados, entre dunas e vegetação nativa, o que forma uma combinação perfeita, colocando-o na condição de um atrativo a mais para quem chega à capital baiana. Outro ponto que chama bastante atenção é o acesso viário do aeroporto, local que inclusive já se transformou em um dos cartões postais da cidade. Nele temos contato com um túnel formado por cerca de um quilômetro de plantação de bambu, que complementam o prazer do turista que chega ou sai de Salvador.

Até 1984, o terminal de passageiros do Aeroporto Internacional de Salvador, operava numa área de 640 m² , o que não atendia, absolutamente a demanda cada vez mais crescente. Foi nessa época que o aeroporto passou por uma grande reforma, tendo sido reinaugurado no dia 04 de setembro de 1984. Com esse trabalho, o antigo terminal foi demolido, dando lugar a outro, com cerca de 27 mil m². O pátio Também foi ampliado dando condições de operações simultâneas de 11 aeronaves, assim como o estacionamento de veículos que comportava 600 vagas.

Sob a administração da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária – INFRAERO, desde 1974, que hoje integra uma rede de 66 aeroportos, e de dezenas de Grupamentos de Tráfego Aéreo – GTA, Salvador é hoje o 6o aeroporto de toda a rede em movimentação de passageiros, ocupando a sétima posição em arrecadação financeira.

É relevante a participação do aeroporto do Salvador no desenvolvimento turístico da capital baiana, e por que não dizer de todo o estado da Bahia. O movimento da aviação doméstica atinge, hoje 80 vôos diários em que, os vôos Internacionais movimentam cerca de 12 vôos semanais, transformando-o com isso em principal porta de entrada do turismo na Bahia e conseqüentemente do Nordeste.

A Lei 9.661 de 16/06/98, alterou o atual nome do aeroporto, que passou a se chamar AEROPORTO INTERNACIONAL DE SALVADOR – DEPUTADO LUÍS EDUARDO MAGALHÃES. O projeto de lei que alterou o nome do aeroporto foi do Deputado Federal Aroldo Cedraz, que justificou dizendo: "O ex-Deputado Luís Eduardo Magalhães, falecido em 21 de abril de 1998, destacou-se no cenário político nacional como um líder que conseguia a atenção e admiração de praticamente todas as correntes políticas nacionais, pelos seus propósitos, para sua dignidade, pela confiabilidade de sua palavra e pelos ideais e idéias inovadores, comportamento exemplar e convicções a cerca do futuro do Brasil que sempre defendia com brilhantismo. Assim, esta proposta não é apenas uma homenagem da Câmara dos Deputados a este ilustre parlamentar, mas sim uma homenagem de todo o povo baiano e toda a nação brasileira a este líder que acima de tudo representava os interesses democráticos e a pluralidade de opiniões. Dessa maneira, conto com apoio de todos os nobres parlamentares para enaltecer a memória daquele deputado que como pouco soube honrar o parlamento, a Bahia, e o Brasil".

Fonte de Pesquisa: Infraero

Acidentes aéreos ocorridos no aeroporto

Em toda a história do Aeroporto de Salvador foram registrados cinco acidentes aéreos provocados por queda de aeronaves. Em 1954, um Douglas DC-3 caiu no local onde hoje é o Condomínio Ipitanga; em 22 de setembro de 1959, um P-15 da FAB de matrícula 7007 se acidentou durante a decolagem, havendo perda total da aeronave e morte de todos os tripulantes. Também em 29 de agosto 1963 outro P-15 da FAB de matrícula 7008 se acidentou ao pousar. Todos os tripulantes sobreviveram embora a aeronave tenha sido perdida. Em 1965 um Curtiss Comander da Vasp caiu onde fica o atual Kartódromo, em Lauro de Freitas. O último acidente ocorreu em 1974 com a queda de um avião da Bit Craftt, em Itinga. 

Fonte de Pesquisa:  Mendonça, J. R. de & Lucchesi, C. in: ASAS Revista de Cultura e História da Aviação. Ano II, nº 9, Outubro/Novembro 2002. p.46-55.

Aquilles, H. in: A TARDE. Domingo Local. Complemento do Primeiro Caderno. Salvador, Bahia, 11/8/2002. p.17


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